terça-feira, 27 de setembro de 2022

quando o pensamento nos deixa na mão

Não sei pedir perdão a Deus por não estabelecer pra mim e pro mundo a minha crença nas palavras de Cristo. Não sei pois quando digo sobre algo em mim é desconfiança. Pertenço há longo tempo em lugar de bons amigos, e os intelectuais não permitem que se acredite em compaixão.


Como?


Repito que muito do que Jesus trouxe tinha a ver com esse aspecto. Falou de paz interior, amor ao próximo e a si mesmo, sobre o agir com justiça, ter fé em si próprio e na vida, ser ressignado e perseverante. Mas houve algo mais intenso do que tudo isso: 


depois que instituições se apropriaram das palavras e da imagem de Jesus, muitos poucos tem interesse em conhecê-lo. 

A religião às vezes não religa, às vezes a religião afasta.


Se soubesse das ideias de Jesus antes, já me diria cristã. Mas nunca fui religiosa. (...)

porque viria a me interessar por esse rapaz?


Foi mais fácil conhecer primeiro Freud e Cia. Até porque dizer-se cristão em um meio acadêmico (a minha cachaça) é colocar em si um chapéu de burro - são muitos olhares de julgamento. É preciso pensar duas vezes antes de assumir a nossa pretensão por praticar aquilo que Jesus pregou.


Não me vejo ainda assumindo-me cristã por céus e terras. Mas me admira a sabedoria de Jesus e também a sua firmeza. Ele sabia escolher as suas batalhas. 


A minha, é interna. 

Preciso convencer-me a destacar em mim aquilo que resplandece a alma. Pois quando a gente foca mais nesse aspecto, os olhares reduzem - aos nossos olhos, claro. 

Nós começamos a dar maior importância a um outro lado.


Se um dia a gente conseguir agir, pensar e sentir de igual modo. Pensamento, ação e sentimento, todos ressoando em uma única música... então, teremos vivido uma boa vida. 

Intelectuais ou não.

Nicodemos busca Jesus

Soube de um rapaz que buscou Jesus à noite. Ele temia ser descoberto. Era homem letrado, tão inteligente que não poderia buscar Jesus a luz ...